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Oftalmopediatria

Você sabia que, dos cinco sentidos, a visão é o mais importante, pois 70% das informações que recebemos chegam ao cérebro através dela? Assim, é sempre bom ficar atento aos sinais que nossa visão pode dar. E é ainda mais importante estar atento à saúde dos olhos dos pequenos, pois alguns problemas de visão costumam aparecer já na infância. Quando não percebidos pelos pais ou professores, as doenças oculares podem se agravar, trazendo consequências mais graves para a vida adulta.

Ao nascer, a criança enxerga tudo muito borrado e a maior parte da sua visão será desenvolvida nos dois primeiros anos de vida. Por isso, é tão importante detectar e tratar qualquer alteração o mais cedo possível o que, muitas vezes, só é possível através do exame oftalmológico.

Antigamente, as crianças só faziam exame quando entravam na escola. Hoje se sabe que esta espera significa muito tempo perdido no tratamento de muitas doenças.

Dito isso, aconselhamos a todos os pais que realizem o primeiro exame oftalmológico dos seus bebês até os seis meses de idade, mesmo que não tenham percebido nenhum problema. Estando tudo bem, a criança deverá ser examinada semestralmente até completar dois anos e depois, anualmente até 10 anos.

A criança que não enxerga bem pode ser prejudicada de várias maneiras. Os problemas de visão frequentemente são responsáveis por dificuldades na aprendizagem escolar, levando o aluno ao desinteresse, ao cansaço, à sonolência durante as aulas e, muitas vezes, à preguiça e a falta de estímulo para acompanhar e realizar as tarefas escolares. O rendimento escolar torna-se prejudicado, a convivência social difícil e a prática de esportes nada estimulantes. A tendência é que os pais acreditem que a criança não gosta de ir à escola e é lenta para aprender.

Os problemas mais comuns nas crianças são a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo. Felizmente, são distúrbios facilmente corrigidos com o uso de óculos ou lentes de contato (estas, por exigirem maiores cuidados, são indicadas para crianças a partir dos 12 anos).

Na miopia, a criança não enxerga bem para longe. É comum que míopes de alto grau prefiram atividades como a leitura e evitem a prática de esportes ou passeios que solicitem visão à distância.

Na hipermetropia, a criança pode queixar-se de dor de cabeça ou desconforto para ler de perto, assistir TV ou jogar videogames. Quando a hipermetropia é grande, pode haver também baixa visão para longe.

No astigmatismo, a criança costuma se queixar da baixa acuidade visual (ou desconforto para enxergar) e dores de cabeça. Contudo, somente o exame oftalmológico pode fornecer o diagnóstico preciso deste distúrbio.

Dicas para estar sempre atento à saúde visual do seu filho:

  • Pupila (menina do olho) branca indica que ele pode ter catarata congênita;
  • Observe se os olhos desviam para dentro ou para fora, isso é sinal de estrabismo;
  • Crianças com deficiência batem com frequência em objetos ou têm dificuldade para andar ou engatinhar;
  • A partir dos 2 anos, coloque um tapa-olho na criança e note se ela vê bem com cada olho separadamente;
  • Se ela assiste TV muito de perto, se na escola tem dificuldade para ver no quadro ou se ao escrever ou ler fica com o rosto bem próximo ao caderno, pode ser sinal de miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo.

IMPORTANTE: Logo ao nascer, toda criança deve fazer o “teste do olhinho” para ver se os olhos têm boa transparência ou não. Este exame pode ser feito pelo pediatra ou pelo oftalmologista.